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Você já ouviu falar de venda casada? Confira o que é e como se proteger!

Imaginemos que você tenha um cartão de crédito e quando vai olhar a fatura se depara com a cobrança de seguro contra perda e roubo do cartão. Você tenta se lembrar quando contratou esse serviço e se dá conta que isso foi sem o seu consentimento. O valor da cobrança é baixo e você deixa para lá… Cuidado!

Esse é um típico caso de venda casada. Mas, o que seria venda casada?
Na lei: O artigo 39, I do Código de Defesa do Consumidor (CDC), trata a venda casada como uma prática abusiva pelos fornecedores da seguinte forma: “condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos”.

Simplificando: a venda casada acontece quando um consumidor adquire um produto e é obrigado a levar também outro produto/serviço (da mesma espécie ou não). E também visto quando o fornecedor de produtos ou serviços condiciona que o consumidor só pode adquirir o primeiro se adquirir o segundo.

Apesar de ser manifestadamente proibida, esse tipo de venda ainda é muito frequente em vários estabelecimentos. Abaixo alguns exemplos:
– inclusão de cartão de crédito na abertura de conta em banco
– garantia estendida de um produto sem o consentimento do consumidor
– compra de pipoca vendida pelo próprio cinema
– brinquedos só com lanches de fast-food
– consumação mínima em casa noturna
– financiamento de imóvel condicionado ao seguro habitacional
– dentre outros

Além desse conceito, pode ser considerada também venda casada quando um fornecedor impõe a contratação de outros produtos ou serviços de empresas “parceiras”. Nesse caso estamos falando, por exemplo, na contratação de uma empresa de eventos onde essa exige que o “buffet” ou fotógrafo X seja recomendado por ela. Outro caso clássico seria de uma instituição de ensino que impõe a compra do material ou mesmo do uniforme escolar em uma empresa parceira dela.

Lembre-se, a venda casada é uma prática proibida por lei! E, em resumo, todos os pontos que acabamos de ver hoje têm algo em comum: a inibição da escolha do consumidor na compra de um produto ou serviço. Não esqueça que você tem sua liberdade de escolha e livre arbítrio, ou seja, só compre algo que realmente queira. Faça valer os seus direitos e não aceite imposições!

Ótimas compras 😉

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